
Há
alguns anos, li num jornal de Porto Velho um interessante artigo
intitulado “Felicidade Conjugal”, escrito por Cílio Bocannera. Ali, ele
menciona que um professor da Universidade de Denver, num trabalho
apresentado durante uma conferência em
Londres para especialistas em
terapia de casal, concluiu que “a maneira de brigar define o grau de
sucesso de um casamento”. Isto é, “a tática que marido e mulher usam na
hora do bate-boca, serve como melhor indício de entendimento ou divórcio
futuro”.
O interessante é que o professor Howard Markman, que estudou mil
casais que costumavam discutir, concluiu que os mais ameaçados são os
que fogem da discussão e que permitem que pequenos tópicos se
transformem em enormes disputas. Sabemos que isso é muito comum. Há
casais que começam discordando acerca de onde pôr o sabonete, como
apertar o tubo de pasta de dente, e permitem que as discordâncias se
avolumem e atinjam outros pontos mais importantes da vida. Por fim, o
relacionamento pode acabar não apenas em separação e divórcio, mas até
em coisas fatais.
E o professor Markamn menciona algo que merece séria e profunda
reflexão. “Um insulto ou ofensa ao caráter apaga cinco, dez ou às vezes
vinte gestos de bondade numa relação”.
Em face do preocupante aumento do número de casais que se separam,
deixando para trás corações feridos e crianças que terão que crescer num
ambiente difícil, com a ausência do amparo, do conselho e da companhia
quer do pai ou da mãe, a questão aqui abordada merece muita reflexão.
Como seres racionais e inteligentes, como somos, ao invés de nos
dedicarmos a discutir ou brigar por qualquer coisa, temos que nos
lembrar de que o diálogo sugere mais do que falar e escutar. É entender e
respeitar o ponto de vista da outra pessoa. No entanto, para que a
felicidade e a paz sejam mantidas, muitas vezes temos de abdicar de
nossa posição, sendo tolerantes, para que o entendimento seja alcançado.
Não existe coisa alguma que substitua o efeito positivo de palavras
bondosas e gestos de amor inspirados pelo amor de Deus em nosso coração.
(
Uma Palavra Amiga, p. 152).
Fonte:
http://novotempo.com/amiltonmenezes